11/10/26

ANOS 70 E 80: O RECREIO DOS RIJOS

      Notícias do passado - 5

O campo era um betão brutal, sem linhas, onde os joelhos facilmente iam para o PBX. As bancadas? Selva pura, com formigas à solta e gafanhotos à procura de aventura. As balizas iam passar o fim de semana fora e às vezes esqueciam-se de voltar, ou então vinham só para os torneios de final do período.

      Para lá das grades da vedação baixinha, oliveiras e mato; à volta do campo, uma pista de atletismo. Cinco faixas de cimento áspero como lixa, onde o vento limpava a poeira e as pastilhas tinham deixado as marcas. Havia saltos na caixa, um sobe e desce radical, e bicas para a sede — um parque radical!

      Árvores tristes faziam pose com classe, até que a modernidade dissesse: "Afastem-se!". Hoje há um pavilhão, tudo muito limpinho, mas falta a magia daquele belo espinho.

      Era o tempo em que a estação dos comboios ia resistindo ao progresso e a passagem de nível era a única forma de atravessar para lá e, para cá. Os bombeiros ficavam em frente à estação e acabaram por mudar de casa e agora quando saem à rua lá têm a escola do outro lado. Tudo melhorou?

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