A estrada no inverno, transforma-se no Mar calmo, uma autêntica bacia hidrográfica alimentada por sarjetas entupidas com um ecossistema completo de folhas, folhinhas e provavelmente alguma fauna protegida. No verão, é um monumento ao ambiente com brisa matinal incluída.
Mas o
verdadeiro espetáculo acontece na "Zona das Oliveiras". As oliveiras
não servem para dar azeite; servem para camuflar infratores. O diálogo é sempre
o mesmo clássico do teatro escolar:
- Sai daí, não podes estar aí!
- Fui apenas buscar a bola! (Dita sempre com a cara mais inocente do mundo,
mesmo que a bola esteja a dez metros de distância).
- Procura e desce!
E isto funciona se for um "artista". O
problema é que a escola tem mais de cem artistas por metro quadrado. Se os
deixassem, montavam ali um festival de contrabando de diversão, com
coreografias que fariam inveja ao Cirque du Soleil e cenários dignos de
Hollywood.
Passados alguns meses, todos compreendem porque é proibido passar naquela estrada. Ela é frequentada por várias espécies de formigas, algumas em vias de extinção, e por isso nada mais há a dizer.

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